Adolescente de 12 anos morre vítima de meningite em Quixeramobim; irmão de 7 anos segue internado

A adolescente Ana Sofia Evangelista Barbosa, de 12 anos, morreu vítima de meningite em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, na noite da última segunda-feira (14). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (17) pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Com o novo registro, o Estado contabiliza 22 mortes por meningite em 2026.

Nas redes sociais, Rosianne Silva, mãe de Ana Sofia, informou que o filho, Nilson Evangelista, de 7 anos, permanece internado em um hospital de referência em Fortaleza.

Segundo a família, o menino não apresenta, neste momento, sinais de gravidade e continua recebendo os cuidados necessários, seguindo os protocolos de saúde estabelecidos pela equipe médica responsável.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Rosianne explicou que o quadro mais crítico do filho já foi superado. Nilson permanece isolado e recebe tratamento com antibióticos. Diante da situação, a família também precisou adotar medidas de segurança, e a mãe não mantém contato direto com o filho durante o período de isolamento.

Rosianne ainda pediu respeito à família neste momento. “Pedimos também, com todo respeito, que sejam evitados comentários, especulações ou o compartilhamento de informações sem fundamentação. Estamos vivendo um momento extremamente delicado”, afirmou.

Ceará registra 243 casos de meningite em 2026

Até 7 de setembro, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial do Ministério da Saúde, registrava 243 casos confirmados de meningite no Ceará em 2026.

Os números são preliminares e podem sofrer alterações após a conclusão das investigações e a consolidação dos dados pelos municípios e pelo Estado.

Em 2025, o Ceará registrou 429 casos confirmados e 33 mortes provocadas pela doença. Já em 2024, foram contabilizados 337 casos e 36 óbitos.

O que é meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por diferentes agentes, incluindo vírus, bactérias e outros microrganismos.

As formas bacterianas estão entre as mais graves e podem evoluir rapidamente. Por isso, reconhecer os sinais e procurar atendimento médico o quanto antes é fundamental.

Quais são os principais sintomas?

No início, os sintomas da meningite podem se parecer com os de outras infecções. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Febre;

  • Irritabilidade;

  • Falta de apetite;

  • Náuseas e vômitos;

  • Sonolência;

  • Dores no corpo.

Com a evolução da doença, podem surgir rigidez na nuca, sensibilidade à luz e manchas na pele. Nos casos mais graves, o paciente pode apresentar confusão mental, perda de consciência, convulsões e choque séptico.

Por apresentar potencial de evolução rápida, a meningite é considerada uma emergência médica. A investigação pode envolver exames de sangue, exames de imagem e análise do líquido cefalorraquidiano, coletado por meio de punção lombar.

Como a meningite é transmitida?

A forma de transmissão depende do agente causador da doença. Nos casos infecciosos que podem ser transmitidos entre pessoas, a disseminação pode ocorrer por meio de gotículas e secreções respiratórias, principalmente em situações de contato próximo.

Tosse, espirro, beijo, compartilhamento de objetos e contato com saliva estão entre as possíveis formas de transmissão de alguns agentes.

Quando há confirmação de um caso, pessoas que tiveram contato próximo com o paciente podem ser avaliadas pelos serviços de saúde. Dependendo do agente causador e da situação, pode ser indicada a adoção de medidas preventivas, como o uso de antibiótico profilático.

Vacinação é uma das principais formas de prevenção

A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra os tipos de meningite para os quais existem vacinas disponíveis.

O calendário de vacinação varia conforme a idade e o tipo de imunizante. Por isso, é importante manter as doses e os reforços recomendados em dia.

Também é importante lembrar que uma única vacina não protege contra todos os tipos de meningite. Dessa forma, o esquema vacinal deve ser seguido de acordo com as recomendações do calendário de vacinação e a orientação dos profissionais de saúde.