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Flávio Bolsonaro afirma que urnas eletrônicas são inseguras

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), participou de um encontro privado em Brasília com representantes de cerca de 40 países. Durante o evento, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic e mencionou um suposto relatório da CIA que apontaria envolvimento da companhia em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012.

A declaração, no entanto, contraria informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já esclareceu em diversas ocasiões que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras não são produzidas pela Smartmatic.

Apesar da fala, Flávio Bolsonaro afirmou que não está questionando a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. O senador, porém, defendeu que os países representados no encontro enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, declarou.

O episódio retoma um discurso frequentemente adotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e ocorre em um momento importante para a pré-campanha de Flávio. Com o início das convenções partidárias, fase em que são oficializadas candidaturas, alianças e chapas, o senador ainda busca ampliar sua base de apoio além do PL.

União Brasil, Progressistas e Republicanos seguem negociando uma possível adesão à candidatura, o que poderá aumentar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

A pré-campanha também enfrentou outros episódios de desgaste. Um deles envolveu o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, após vir à tona um pedido de recursos para financiar um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. O caso repercutiu nacionalmente e foi apontado por análises políticas como um fator de desgaste para a imagem do pré-candidato.

Outro ponto de tensão ocorreu na relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em meio a divergências sobre a condução das articulações políticas no Ceará. O episódio expôs um racha dentro do grupo político e gerou repercussão durante o período de pré-campanha.