Empresário apontado como operador de esquema ligado a Bebeto do Choró é preso em Fortaleza

O empresário Iago Viana Nascimento, de 34 anos, apontado pelas investigações como um dos supostos operadores do esquema criminoso atribuído ao ex-prefeito de Choró, Carlos Alberto Queiroz, o “Bebeto do Choró”, foi preso preventivamente nesta terça-feira (8), no bairro Guararapes, em Fortaleza.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) após um trabalho de investigação e inteligência conduzido por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e do Departamento de Inteligência da corporação.

Segundo a Polícia Civil, havia contra Iago um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos policiais, o empresário foi colocado à disposição da Justiça.

Iago era considerado foragido desde novembro do ano passado, quando o mandado de prisão foi expedido. Ele era procurado pelas autoridades, assim como “Bebeto do Choró”, que continua com o paradeiro desconhecido.

Além de atuar nos setores de ótica e transporte, Iago aparece como sócio-administrador da SFC Serviços, empresa que trabalha com transporte escolar e que, segundo levantamentos divulgados pela imprensa, teria sido beneficiada em contratos e licitações públicas em municípios do interior do Ceará.

O empresário também é apontado como um dos responsáveis por uma rede de óticas com unidades em Canindé, Aratuba, Campos Belos, Paramoti e Salitre, embora seu nome não apareça formalmente entre os sócios da empresa.

Ainda conforme informações já divulgadas, uma empresa ligada à rede de óticas teria firmado contrato com uma prefeitura cearense para o fornecimento de óculos à população. A contratação, no entanto, acabou sendo suspensa pela Justiça diante de suspeitas de irregularidades e de possível utilização do programa para compra de votos.

As investigações também apontam uma possível relação entre empresas ligadas ao empresário e recursos provenientes de emendas parlamentares obtidas por “Bebeto do Choró”.

A prisão de Iago ocorre em meio às investigações que tentam esclarecer a estrutura financeira e a atuação do grupo suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Ceará. As acusações ainda são objeto de investigação e caberá à Justiça analisar a responsabilidade de cada investigado.